• Guiga Bonan

Nossas Praças Têm Histórias #5 - Praça Tiradentes




Contar histórias das praças cariocas e não falar sobre a Praça Tiradentes seria desleal com nosso público. Por respeito a história do Brasil chegou o momento de falar sobre a praça que é conhecido atualmente por ser rodeada por teatros, restaurantes tradicionais, casas de samba, gafieiras, lojas de música e palco de muitos cortejos.


No início da construção da cidade no séc XVI os moradores da região chamavam a área de "Campo da Cidade", e durante muito tempo foi local de pastagem de vacas.


Quando construíram a primeira igreja na região, passou a ser chamada de Campo de São Domingos, e em seguida passou a ser conhecida como Campo dos Ciganos, que montavam suas tendas e traziam cavalos para vender ali.


O nome viria a mudar novamente em 1747 com a construção da "Igreja da Lampadosa", tornando-se "Campo da Lampadosa". Foi nesta igreja que Tiradentes assistiu à sua última missa antes de ser executado, a algumas centenas de metros dali.


Em 1821 o príncipe-regente, D. Pedro de Alcântara, jurou fidelidade à Constituição Portuguesa na sacada do Real Teatro São João (onde hoje se localiza o Teatro João Caetano), na imediação da praça, razão pela qual ela adquiriu o nome de Praça da Constituição.


Não é atoa que depois o imperador D. Pedro II ordenou a criação de uma estátua em homenagem ao seu pai na praça em 1862, feita por escultor francês Louis Rochet. Em 1865, a praça recebeu mais quatro estátuas, em estilo clássico, representando as quatro virtudes das nações modernas: a Justiça, a Liberdade, a União e a Fidelidade.


Em 1889, recebeu seu nome finalmente foi definido como Praça Tiradentes, coincidindo com a proclamação da República, e a elevação do inconfidente ao status de herói nacional.


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